As poetas Penélope Martins e Roseana Murray experimentam modos de expressar o sublime e o espantoso nos poemas deste Suspiro, palavra que é substantivo e verbo, a própria coisa e o ato. Verso a verso, em conversas segredadas, as duas autoras deixam escapar os instantes suspensos do mundo na alquimia (nada) corriqueira das avós mestras das claras batidas, nos suspiros que escapam da boca no instante fugidio da partida dos trens ou naqueles nascidos da ponta da língua das rochas que ninam o tempo. Um livro que revela o que há de extraordinário no corriqueiro da vida.
Perguntas frequentes sobre este livro
- Quem escreveu "Suspiro"?
- "Suspiro" foi escrito por Roseana Murray e Penélope Martins.
- Para qual faixa etária é indicado "Suspiro"?
- Este livro é indicado para a faixa etária: 11-13 anos.
- Quantas páginas tem "Suspiro"?
- "Suspiro" tem 52 páginas.
- Qual o ISBN de "Suspiro"?
- O ISBN de "Suspiro" é 9786561421331.
- Qual editora publicou "Suspiro"?
- "Suspiro" foi publicado pela Elo Editora.
- Que competências "Suspiro" trabalha?
- "Suspiro" trabalha as seguintes competências: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas.
- Como "Suspiro" pode ser usado em sala de aula?
- NEBLINA A neblina envolve a serra ao entardecer como um véu úmido e silencioso, embalando a natureza com delicadeza até o surgimento da noite e das estrelas. VENTO O vento ensina a suspirar com ternura diante da beleza, da saudade e do amor. ROSADA A beleza e a dor se entrelaçam nos detalhes da roseira, revelando a delicadeza e a coragem diante dos espinhos da vida. MARGARIDAS Ao contemplar as margaridas ao sol, a menina descobre em silêncio que compreende a linguagem secreta das flores. BALANÇO DE ÁRVORE Na copa da árvore, entre folhas, sol e brincadeiras, o céu vira infância e balanço para quem sonha com os pés descalços no ar. OLHOS DE MENINO Uma estrela cadente desenha sonhos no céu escuro e adormece nos olhos tranquilos de um menino que suspira luz. DRAGÕES Mesmo envoltos em ternura, os dragões guardam chamas e ensinam que a coragem acende a luz diante do medo. PRIMEIRA ESTRELA No entardecer encantado do mar, sereias, cavalos-marinhos e algas dançam até que a primeira estrela mergulhe sua luz nas águas. FAROL O farol dança na noite como luz festiva, suspirando à espera de um reencontro distante. MAR EM ONDAS O mar suspira em música sob a luz da lua, refletindo nos amantes o brilho prateado do amor. MISTÉRIOS No silêncio submerso da areia e do mar, relíquias esquecidas e corais luminosos revelam segredos que nenhuma bússola alcança. JOGAR A REDE Entre o vai e vem do mar e o gesto do pescador, brilham no fundo as silenciosas estrelinhas da esperança. ASAS A fadinha da árvore espalha pó mágico entre lembranças e folhas secas, onde crianças e outono brincam de sonhar. CASA DE DOCES Entre desejos açucarados e contos de fada, a menina suspira sonhando devorar a fantasia inteira. MARCA-PÁGINA Entre lágrimas e suspiros, a dor da história vira marca no papel e memória no coração. VOVÓ Com sonhos, histórias e travessuras, a vovó navega entre mundos e embala o sono encantado das crianças. ESPERA Enquanto os suspiros assam no forno, a avó adoça o tempo à espera dos netos e do afeto que chega com a campainha. SININHOS Ao anoitecer, entre fadas, flores e folhas, a lua suspira e o céu se enche de sininhos e estrelas douradas. BRISA A brisa suspira saudade e, ao tocar o peito, espalha lembranças adormecidas pelo tempo. NUVENS Se a chuva é o choro das nuvens, fica o mistério poético de quando e como elas suspiram. BAGAGEM Entre partidas e retornos, a bagagem leva alegria e traz de volta a saudade dobrada em suspiros. VIAGENS A vida é um mapa de linhas e suspiros, onde cada viagem guarda emoções, descobertas e invenções pelo céu e pela terra. ESTALOS O sol, as estrelas e as fogueiras suspiram em luz e som, marcando com estalos o fim de um dia e o começo do encantamento. PEDRAS Entre orvalhos, areias e formigas em desfile, as pedras suspiram silêncios encantados pela beleza da estrada secreta da vida. CHEGADA Entre o anúncio e o silêncio, a palavra chegada vem com o suspiro da espera cumprida. PARTIDAS Entre fumaça, paisagens e suspiros, os trens de antigamente levavam saudades e traziam reencontros, num ciclo de partidas e abraços. BORDADO As palavras bordam histórias como teias delicadas que capturam olhares e corações de quem se deixa levar pela leitura. TUDO OUTRA VEZ Ao som da luz da manhã, a vassoura dança entre restos e suspiros, preparando o recomeço que chega com o novo dia. LIVRO Ao fechar o livro, os personagens suspiram e adormecem, à espera do próximo olhar que os despertará. CARTA Entre portinholas e esperas, a carta guardava amores em caligrafia viva — hoje perdida nas urgências dos toques e telas. PÃO Entre a massa que descansa e o perfume que desperta, o pão espalha pela casa uma alegria teimosa e cheia de afeto. MANTEIGA Entre a pressa da manhã e o perfume do café, a manteiga desliza no pão enquanto a casa suspira por um instante de encontro. CHUVA A natureza é um reflexo sensível de sentimentos — o mar envia mensagens, o vento bagunça o tempo e as nuvens sussurram em suspiros. A COR DA BALEIA A cor da baleia é uma presença inesquecível e mágica, que toca a alma como um mistério do infinito. GANGORRA A gangorra transforma o brincar em voo, fazendo da amizade um balanço entre o céu e o chão. GATOS DORMEM Felizes, os gatos ronronam até nos sonhos, embalando o sono com alegria silenciosa. SEM-FIM DE BORBOLETAS A manhã chega leve, colorida por borboletas e cheia de alegria que dança no ar. A ÁRVORE CANTA No entardecer quente, a árvore embala o tempo com seu canto suave que faz sonhar. OITO OU OITENTA O algodão-doce derrete na boca e, seja aos oito ou oitenta anos, adoça todo o corpo de felicidade. INFINITOS O amor, como o infinito, escapa a definições e se revela em doces variações de sentir. Texto Reescrito com Coesão e Conectividade Análise Pedagógica e Reescrita do Texto: A obra Suspiro, resultado do encontro poético entre Penélope Martins e Roseana Murray, transcende a leitura convencional para tornar-se uma experiência sensível e encantatória. Seus poemas respiram — no duplo sentido de existência e movimento — e convidam o leitor a suspender o cotidiano para contemplar o efêmero com profundidade. A palavra, nesse universo poético, transforma-se em sopro, em pausa, em revelação. Cada poema traz imagens sensoriais e delicadas, revelando a beleza escondida nas rotinas mais simples: o trem que parte, as avós que cozinham com gestos mágicos, o mar que canta ao luar. Trata-se de uma poética que captura o instante fugidio e o eterniza, despertando no leitor um novo olhar sobre o mundo. As autoras nos conduzem por versos que sussurram lirismo, mistério e afeto, ora pelo olhar da infância, ora pela memória, pela natureza ou pela fantasia. A obra oferece uma linguagem poética que convida à escuta e à suspensão do tempo, como enfatiza Gabriela Romeu: é o "pulsar das pedras", o silêncio revelador entre o dito e o sentido, entre o visível e o imaginado. Suspiro é, assim, um exercício de sensibilidade, uma travessia entre o real e o simbólico, abrindo espaço para a construção de sentidos múltiplos, íntimos e universais.

