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Jacques Fux costura lembranças, sonhos, medos e descobertas para reconstruir a própria formação emocional, familiar e intelectual. A partir de episódios da infância, o narrador revisita a memória como quem tateia um território frágil, cheio de silêncios e revelações tardias. Entre afetos, perdas, deslocamentos e a busca por pertencimento, o livro investiga como a identidade se faz e se desfaz no tempo, como carregamos histórias que não vivemos e como a literatura se torna abrigo, espelho e fuga.

Perguntas frequentes sobre este livro

Quem escreveu "Penso onde não sou, sou onde não penso"?
"Penso onde não sou, sou onde não penso" foi escrito por Jacques Fux.
Para qual faixa etária é indicado "Penso onde não sou, sou onde não penso"?
Este livro é indicado para a faixa etária: acima de 12 anos.
Quantas páginas tem "Penso onde não sou, sou onde não penso"?
"Penso onde não sou, sou onde não penso" tem 56 páginas.
Qual o ISBN de "Penso onde não sou, sou onde não penso"?
O ISBN de "Penso onde não sou, sou onde não penso" é 9786561422611.
Qual editora publicou "Penso onde não sou, sou onde não penso"?
"Penso onde não sou, sou onde não penso" foi publicado pela Elo Editora.
Que competências "Penso onde não sou, sou onde não penso" trabalha?
"Penso onde não sou, sou onde não penso" trabalha as seguintes competências: Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas.
Como "Penso onde não sou, sou onde não penso" pode ser usado em sala de aula?
A obra apresenta uma narrativa autobiográfica marcada por memórias, reflexões e questionamentos sobre identidade, pertencimento, família, amizade, amor e amadurecimento. Por meio de lembranças de diferentes fases da vida, o narrador revisita experiências que contribuíram para a formação de sua personalidade e de sua visão de mundo. Na infância, o protagonista relata momentos marcantes vividos em sua família, especialmente a convivência com o irmão, que possui necessidades especiais. Desde cedo, ele sente o peso da responsabilidade e o medo de ter que cuidar do irmão na ausência dos pais. Essas preocupações aparecem até mesmo em seus sonhos, revelando suas inseguranças e angústias. Nesse período, também recorda tradições da cultura judaica, como a celebração do Purim, suas brincadeiras de infância, amizades importantes e as primeiras descobertas afetivas. As lembranças da escola ocupam um espaço significativo na narrativa. O autor relembra amizades, paixões infantis, sentimentos de vergonha, rejeição e pertencimento. Destaca-se a amizade com o primo Isaac, que representava apoio, proteção e companheirismo. Outro momento marcante é a perda da bisavó, experiência que o leva a compreender a dor da morte e o arrependimento por não ter expressado seus sentimentos enquanto ainda havia tempo. Na adolescência e juventude, o narrador enfrenta mudanças importantes, como a troca de escola e a adaptação a novos ambientes. Também vivencia experiências amorosas que lhe trazem aprendizados sobre expectativas, frustrações e crescimento emocional. Sua passagem por Israel amplia seu contato com a cultura judaica e fortalece sua identidade, embora também o faça refletir sobre conflitos, violência e pertencimento. Ao longo de sua trajetória, o protagonista busca compreender quem é e qual é seu lugar no mundo. A literatura surge como um caminho de descoberta e autoconhecimento, permitindo-lhe refletir sobre suas memórias, seus desejos e suas transformações. A escrita torna-se uma forma de revisitar o passado e compreender melhor a si mesmo. No final da obra, o autor reconhece que a vida é construída tanto pelo que somos quanto pelo que deixamos de ser. Ele percebe que algumas expectativas não se concretizaram, que muitas relações mudaram com o tempo e que o amadurecimento envolve aceitar perdas, mudanças e limitações. Ao mesmo tempo, valoriza os vínculos familiares, o amor, as experiências vividas e os aprendizados acumulados ao longo da vida.
Penso onde não sou, sou onde não penso — Jacques Fux | Elo Editora · Elo Editora