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No campinho do bairro, os moleques se divertem com seu futebol de várzea e a rixa entre os descamisados do Nosso Time e os uniformizados do Universal Futebol e Regatas. A rivalidade entre as duas equipes, que já era grande, aumenta com a chegada ao Nosso Time do Canhoto — um cachorro que joga na ponta esquerda — e atinge o ponto máximo numa partida que vai ficar para sempre na memória de todos os envolvidos. Na prosa leve e divertida do craque Luis Fernando Verissimo, uma história que resgata a simplicidade e a alegria do futebol de rua.

Perguntas frequentes sobre este livro

Quem escreveu "O cachorro bom de bola"?
"O cachorro bom de bola" foi escrito por Luis Fernando Verissimo.
Para qual faixa etária é indicado "O cachorro bom de bola"?
Este livro é indicado para a faixa etária: 8-10 anos.
Quantas páginas tem "O cachorro bom de bola"?
"O cachorro bom de bola" tem 60 páginas.
Qual o ISBN de "O cachorro bom de bola"?
O ISBN de "O cachorro bom de bola" é 9786561421225.
Qual editora publicou "O cachorro bom de bola"?
"O cachorro bom de bola" foi publicado pela Elo Editora.
Quais temas "O cachorro bom de bola" aborda?
"O cachorro bom de bola" aborda os temas: futebol, amizade, rivalidade.
Como "O cachorro bom de bola" pode ser usado em sala de aula?
Nosso Time O "Nosso Time" era um grupo de garotos apaixonados por futebol, mas sem qualquer estrutura. Não havia camisetas, escudo, hino ou jogadores fixos nem mesmo a bola que era do Roberto, e quando chamado pela mãe, encerrava a partida. Entre os integrantes estavam Cascão, que jogava no meio-campo; Sombra, o atacante eficiente; Orlandinho e o narrador, que atuavam na defesa; além do Canhoto, o jogador mais especial. O Canhoto Canhoto era um cachorro é a verdadeira estrela do time. Sua habilidade em campo o tornou famoso, e, consequentemente, deu notoriedade ao "Nosso Time", o que acabou despertando a inveja de outros garotos do bairro, principalmente dos irmãos Moreira, donos do time rival. Os Moreiras Os irmãos Moreira lideravam o "Universal de Futebol e Regatas", um time bem estruturado, com uniforme completo, inclusive meião e caneleira. O grupo contava com jogadores talentosos como Tito, exímio driblador, e Luiz Inácio, conhecido como "Cristo Redentor", um cabeceador nato. Sentindo-se ameaçados pela popularidade do Canhoto, os Moreiras passaram a provocar o "Nosso Time". O Desafio Durante uma partida, o Canhoto, agindo como gandula, impediu que o time dos Moreiras realizasse a tradicional volta olímpica, o que acirrou ainda mais os ânimos. Quando os irmãos ameaçaram agredir o cachorro, em um impulso desafiei o "Universal" para uma partida oficial com sete jogadores para cada lado, árbitro e tempo determinado. O desafio foi aceito. Os Planos Para completar o time, chamaram Jorjão, primo do Cascão, com a missão de marcar Tito. O Cristo Redentor era considerado imarcável, sobrando para Orlandinho e eu a tarefa de conter os Moreiras. A única dúvida era a participação do Sombra, que não tínhamos noticias dele. O Juiz A escolha do juiz recaiu sobre o Dr. Alaor, técnico contábil de outro bairro, considerado neutro. Ele foi convidado após descartar outras opções tendenciosas, como o Sr. Bruno da farmácia e o coronel Demétrio. Dr. Alaor aceitou a proposta e garantiu que Canhoto não teria privilégios durante a partida. O Sombra Aparece! Na véspera do jogo, Roberto adoeceu e, ao receber o remédio em casa, descobriu que o entregador era Sombra. Inicialmente ele recusou o convite para jogar, priorizando seu trabalho. No entanto, o time inteiro foi até a farmácia e, comovido, o Sr. Bruno o liberou apenas para a partida. Naquela noite, todos exceto Roberto e Canhoto se reuniram para traçar estratégias e tentar descobrir o ponto fraco do Cristo Redentor. Banho de Bola No dia do jogo, Canhoto estava desaparecido, o que gerou apreensão, mas ele apareceu pouco antes do apito inicial. O Universal, com torcida organizada e fogos, entrou em campo com 10 jogadores, quebrando o acordo. Jorjão, nos surpreendeu ao ir encontrar uma menina da torcida do time adversário e nos revelou que era a irmã do Cristo Redentor, foi assim que descobrimos o seu ponto fraco: ele sentia cócegas. O início foi desastroso: o "Nosso Time" mal tocava na bola e sofria com a superioridade do adversário. Orlandinho fazia defesas milagrosas, mas o restante do time estava desorganizado. Desta forma, o primeiro tempo terminou com um pênalti duvidoso marcado contra o "Nosso Time", e o Universal abriu o placar. A Virada No segundo tempo, logo no início, Sombra marcou um gol, mas o juiz o anulou por impedimento. Irritado com a injustiça, o narrador ameaçou denunciar o juiz à "Federação dos Moleques". A pressão surtiu efeito: aos 20 minutos, Sombra aproveitou um rebote e empatou a partida. Faltando cinco minutos para o fim, o juiz marcou novo pênalti contra o Nosso Time, mas Roberto defendeu brilhantemente. Em seguida, lançou a bola para Cascão, que tocou para Canhoto, que, por sua vez, passou para Sombra marcar o gol da vitória. Foi a consagração do "Nosso Time". Muitos Anos Depois Anos mais tarde, me deu vontade de saber como estava pessoal do time, relembrando aquele jogo. O time se desfez com o tempo e os amigos seguiram caminhos diferentes. Orlandinho e eu nos formamos na escola, ele formou engenheiro e professor de engenharia. Cascão deixou os estudos para trabalhar no comércio da família, ele ainda frequenta o campinho para acompanhar os seus filhos. Jorjão se casou com Tatiana (a irmã do Cristo Redentor), mas o casamento durou pouco. Hoje, ele trabalha como segurança para os irmãos Moreira. Roberto continua morando com a mãe. O paradeiro do Canhoto e do Sombra permanece desconhecido, ambos sumiram de nossas vidas da mesma forma mágica com que haviam aparecido.
O cachorro bom de bola — Luis Fernando Verissimo | Elo Editora · Elo Editora